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Porque razão os planetas gasosos têm maior velocidade de rotação do que os restantes?
Começando por Vénus (e Neptuno), o movimento de rotação em sentido oposto aos restantes deve-se provavelmente a uma colisão no passado, com um corpo de massa considerável, colisão tão violenta que fez inverter o seu sentido de rotação. Quando um corpo roda e o forçamos a tombar o seu eixo de rotaçãRead more
Começando por Vénus (e Neptuno), o movimento de rotação em sentido oposto aos restantes deve-se provavelmente a uma colisão no passado, com um corpo de massa considerável, colisão tão violenta que fez inverter o seu sentido de rotação. Quando um corpo roda e o forçamos a tombar o seu eixo de rotação mais de 90º, podemos ver que o sentido de rotação se inverte. Quem me está a ler, faça rodar lentamente uma tijela e tombe o seu eixo, enquanto roda. Com esta experiência, fica claro.
Quanto à maior velocidade angular dos planetas gasosos, veja-se que estes têm grande massa. Formaram-se, portanto, a partir de partes de maior massa e maior extensão (do que no caso dos planetas como a Terra) expelidas da nuvem protossolar (nuvem primordial que origiou o Sol, os planetas e outros corpos deste sistema).
Na agregação gravitacional (por acreção), o seu momento angular aumentou mais (em obediência à lei da conservação do momento angular) do que nos corpos que se formaram a partir de parcelas de matéria de menor massa e menor dimensão.
Na contração de um sistema em rotação, originada por forças interiores, o momento angular* mantêm-se constante, e logo uma redução de diâmetro tem de ir acompanhada por um aumento de velocidade angular de rotação [pense-se na bailarina, quando (a rodar) aproxima os braços do eixo do seu corpo]: a sua velocidade angular aumenta (menor período de rotação). Outra razão tem a ver com o facto destes planetas, por terem massas enormes terem colectado muito mais matéria à sua volta, que já possuía momento angular proveniente da nuvem primordial. A aproximação e colisão dessa chuva imensa de matéria, que levou à acreção de mais matéria ainda, aportou mais momento angular a esses planetas gigantes gasosos. É compreensível que num “campeonato de acreção”, ganhem os corpos de maior massa inicial…
* Para quem estiver menos familarizado com o conceito de momento angular (L), pode dizer-se que este mede “a quantidade de movimento em rotação”. Para uma partícula de massa m, à distância r do eixo de rotação, girando circularmente em torno do eixo de rotação com velocidade v, o seu momento angular L valerá, em relação a esse eixo:
L = m v r
Para uma esfera de massa M e raio R, a girar com velocidade angular w, será L =I w , com I (momento de inércia) a valer I = (2/5^) M R^2 . Portanto, para a esfera, L = [(2/5) M R^2] w .
No Sistema Internacional de Unidades (SI), o momento angular mede-se em kg.m^2.s^-1
(NOTA_–escrevo aqui “w” , e não o ómega minúsculo que devia ser, por este carácter não estar disponível nas ferramentas aqui presentes)
GA
https://galmeida50.wixsite.com/artigosediversos
See lessPorque razão parece haver menos entusiastas das observações astronómicas?
Acho que o Hubble pode ter contribuído um bocadinho para isso: as imagens fantásticas que chegam até nós proveniente do telescópio espacial Hubble pode desiludir os iniciantes em observações astronómicas. Observar planetas, cometas e eclipses não é tão emocionante, na minha opinião, como observar neRead more
Acho que o Hubble pode ter contribuído um bocadinho para isso: as imagens fantásticas que chegam até nós proveniente do telescópio espacial Hubble pode desiludir os iniciantes em observações astronómicas. Observar planetas, cometas e eclipses não é tão emocionante, na minha opinião, como observar nebulosas, diferentes formatos de galáxias, etc.. Parece que os telescópios amadores tornaram-se obsoletos porque não permite observar outras galáxias.
See lessO que existe para além do limite do Universo?
Esta é uma pergunta tão "grande" que eu nem sei por onde lhe pegar! Mas vou tentar :-) A teoria mais aceite entre a comunidade é de que o Universo terá começado com uma explosão de energia a partir de um ponto infinitamente pequeno e concentrado a que chamamos "singularidade" Este terá sido o Big-BaRead more
Esta é uma pergunta tão “grande” que eu nem sei por onde lhe pegar! Mas vou tentar 🙂
A teoria mais aceite entre a comunidade é de que o Universo terá começado com uma explosão de energia a partir de um ponto infinitamente pequeno e concentrado a que chamamos “singularidade” Este terá sido o Big-Bang e terá acontecido há cerca de 13,5 mil milhões de anos. Não sabemos “de onde” veio essa energia. Só podemos descobrir o que aconteceu depois.
Há medida que o Universo se expande, arrefece. Formaram-se os átomos que eventualmente se aglomeraram para formar moléculas e matéria mais “pesada” que acabaria por dar origem às estrelas e estruturas maiores como sejam as galáxias. Hoje, pensa-se que estas se terão formado quando a matéria normal foi arrastada pelo colapso gravitacional de grandes quantidades de matéria escura a que chamamos Halos de Matéria Escura.
Actualmente, o Universo está em expansão acelerada e é previsível que assim continue. Desta forma, o “nosso” futuro será a expansão contínua até as estrelas deixarem de ter combustível para queimar ou para se formar e o Universo “apagar as luzes”. Se a taxa de expanção aumentar, poderemos ainda ter uma expansão tão desenfreada que até o espaço entre estrelas aumenta de forma assinalável e o Universo “rasga-se” aos bocadinhos (Big Rip). Ou então talvez a energia escura diminua os seus efeitos e a gravidade se volte a impor. Então teremos um efeito contrário ao do Bi-Bang em que o Universo colapsará sobre si próprio numa nova singularidade (Big Crunch). Mas o mais provável, pelo que sabemos, é que a expansão continue.
Posto tudo isto, o que há para lá do Universo? A resposta mais simples, e também a mais honesta é: Não sabemos.
Talvez haja um Super Universo” do qual o nosso não seja mais do que uma pequena parte e onde possa existi outros Universos-ilha num espaço infinito onde se possam expandir sem limites.
Ou talvez o próprio espaço esteja a ser criado à medida que o Universo se expande. Talvez o Universo se enquadre num espaço de dimensões superiores às nossas, o que faz com que não o possamos detectar.
Talvez o nosso Universo não seja mais que o interior de um Buraco Negro num outro Universo e talvez cada novo buraco negro traga um universo dentro de si.
As ideias são muitas, cada uma mais cativante que a outra mas, infelizmente, a resposta parece ser mesmo “não sabemos”.
See lessAstronomia,DENSIDADE,GRAVIDADE
MAYARA CRISTINA, por favor, tem se ser mais explicita sobre as suas perguntas. Esta é uma pergunta muito vaga.
MAYARA CRISTINA, por favor, tem se ser mais explicita sobre as suas perguntas. Esta é uma pergunta muito vaga.
See lessJá alguém viu a sombra da Terra, sem ser sobre a Lua?
Bom, a noite permite aos terrestres ver as estrelas, mas não é, ela própria a sombra da Terra. Quando muito, será uma oportuna consequência. Imaginemos um astronauta, num fato pressurizado, posicionado algures entre a Terra e a Lua, com pequenos foguetes portáteis que lhe permitam os conhecidos seisRead more
Bom, a noite permite aos terrestres ver as estrelas, mas não é, ela própria a sombra da Terra. Quando muito, será uma oportuna consequência.
Imaginemos um astronauta, num fato pressurizado, posicionado algures entre a Terra e a Lua, com pequenos foguetes portáteis que lhe permitam os conhecidos seis graus de liberdade:
1- rotação em torno do eixo X; 2- rotação em torno de Y; 3- rotação em torno de Z;
4 – translação ao longo de X; 5- translação ao longo de Y; 6- translação ao longo de Z..
Desde que ele (astronauta) não esteja directamente voltado para o Sol, vê o céu negro e as estrelas. Mas não se pode afirmar que isso é a sombra do astronauta.
Na verdade, uma sombra exige uma fonte luminosa e um ecrã (ou “tela”), onde a sombra se possa projectar. Na maior parte das situações que vivemos na Terra, a nossa sombra cai num muro, numa parede ou no próprio chão. No artigo que descrevo, a sombra da Terra pode ser vista devido a um acumular de matéria, a atmosfera, com partículas reflectoras que sempre estão em suspensão. E, não esqueçamos, a sombra de algo tem contorno. Na noite, não vemos qualquer contorno da sombra do globo terrestre.
GA
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