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  1. Asked: Janeiro 11, 2015In: História da Astronomia

    Bibliografia sobre o impacto político da chegada do Homem a Lua

    Guilherme de Almeida AstroNovato
    Added an answer on Janeiro 23, 2015 at 7:10 pm

    Olá, Vera, Bibliografia, no sentido formal, não será fácil de encontrar. Mas há aqui informação interessante: http://www.jsc.nasa.gov/history/flag/flag.htm http://www.space.com/11774-jfk-speech-moon-exploration-kennedy-congress-50years.html http://history.nasa.gov/Apollomon/Apollo.html http://theapoRead more

    Olá, Vera,

    Bibliografia, no sentido formal, não será fácil de encontrar. Mas há aqui informação interessante:

    http://www.jsc.nasa.gov/history/flag/flag.htm

    http://www.space.com/11774-jfk-speech-moon-exploration-kennedy-congress-50years.html

    http://history.nasa.gov/Apollomon/Apollo.html

    http://theapollo11.weebly.com/political-impact.html (inclui acesso ao ficheiro audio do discurso de John F, Kennedy)

    http://en.wikipedia.org/wiki/Moon_landing

    E aqui algo mais formal (o link é longo, mas clica-se directamente ou cola-se na janela do motor de busca):

    https://books.google.pt/books?id=agcAAAAAMBAJ&pg=PA2&lpg=PA2&dq=political+impact+of+man+on+the+moon&source=bl&ots=KUjoIfBtPr&sig=MHe3HynZSr2RhmH03uKp-Q24A1A&hl=pt-PT&sa=X&ei=C9bCVKeIJ8WAUa6SgJAG&ved=0CG0Q6AEwCQ#v=onepage&q=political%20impact%20of%20man%20on%20the%20moon&f=false

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  2. Asked: Dezembro 12, 2014In: Diversos

    Porque aparecem aqui tão poucas perguntas?

    Vera Gomes
    Added an answer on Janeiro 15, 2015 at 6:37 pm

    Não há perguntas estúpidas. Poderá, sim, haver respostas idiotas.

    Não há perguntas estúpidas. Poderá, sim, haver respostas idiotas.
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  3. Asked: Janeiro 3, 2015In: Sistema Solar

    A que velocidade saem as poeiras do núcleo de um cometa?

    Joao Calhau
    Added an answer on Janeiro 5, 2015 at 7:12 pm

    Costumamos comparar um cometa a uma "bola de neve suja".Com isto queremos dizer que é composto maioritariamente por gelo e poeiras, normalmente Água, Monóxido e Dióxido de Carbono e mais alguns componentes (Amoniaco, por exemplo). O núcleo de um cometa é relativamente pequeno (o Halley, talvez um doRead more

    Costumamos comparar um cometa a uma “bola de neve suja”.

    Com isto queremos dizer que é composto maioritariamente por gelo e poeiras, normalmente Água, Monóxido e Dióxido de Carbono e mais alguns componentes (Amoniaco, por exemplo). O núcleo de um cometa é relativamente pequeno (o Halley, talvez um dos cometas mais bem conhecidos e que nos visita uma vez em cerca de 75 anos, tem um nucleo de apenas 15 x 8km). À medida que os cometas vão passando perto do Sol nas suas viagens, aquecem e o gelo que os compõe sublima e escapa-se, pelo que os cometas estão sempre condenados a irem diminuindo até eventualmente desaparecerem. Esta sublimação começa quando o nucleo do cometa está a cerca de 3 Unidades Astronómicas (U.A.) do Sol.

    Quando chegamos a cerca de 1 U.A. do Sol, como disse, desenvolve-se a Coma, uma cápsula de gás que envolve o cometa e arrasta particulas deste com ela e que pode ter até 100 000km de diâmetro, se não estou em erro. Os gases e particulas arrastados pela coma escapam-se do cometa a velocidades de 0.6km/s (ou 2160km/h).

    Não temos a certeza de onde vêm os cometas, mas pensa-se que são originários da Nuvem de Oort, uma região esférica do Sistema Solar a cerca de 0.8 anos-luz do Sol (50 000 U.A.). Suspeita-se que sejam restos dos corpos primordiais que originalmente teriam sido usados para construir o Sistema Solar, particularmente os planetas gigantes como Júpiter e Saturno. O limite da Nuvem de Oort é considerada o fim do Sistema Solar. Dai para fora estamos no espaço sideral.

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  4. Asked: Janeiro 2, 2015In: Astrofísica

    Se quase por “magia” o Sol desaparecesse de forma instantânea, que efeitos teria na Terra?

    Guilherme de Almeida AstroNovato
    Added an answer on Janeiro 2, 2015 at 7:17 pm

    Boa pergunta. A luz demora aproximadamente 500 s para se propagar do Sol à Terra e este intervalo de tempo é, em Astronomia, conhecido como "Equação da Luz". A gravidade propaga-se à velocidade da luz, que no vácuo vale precisamente 299 792 458 m/s. Muitas vezes arredonda-se este número para 300 000Read more

    Boa pergunta.

    A luz demora aproximadamente 500 s para se propagar do Sol à Terra e este intervalo de tempo é, em Astronomia, conhecido como “Equação da Luz”. A gravidade propaga-se à velocidade da luz, que no vácuo vale precisamente 299 792 458 m/s. Muitas vezes arredonda-se este número para 300 000 km/s.

    Para efeitos práticos, do ponto de vista da propagação da luz, podemos considerar que entre o Sol e a Terra temos vácuo como meio de propagação da luz.

    Se o Sol desaparecesse  por “artes mágicas”, supondo-se esse desaparecimento instantâneo no instante ” t ” (cronometrado no Sol), os efeitos da luz solar na Terra e o desaparecimento do campo gravítico solar sobre a Terra  far-se-iam sentir no instante t + 500 s. No instante t +500 s veríamos o Sol a apagar-se e a Terra passava a mover-se tangencialmente à sua órbita, com a velocidade que tivesse no instante t+500 s. Com pouca variação, essa velocidade vale cerca de 30 km/s, ou, em média, 29,8 km/s. Esse momento deveria originar uma pequena oscilação (com possíveis cataclismos), pela aceleração que implica (desaparecimento súbito de uma força que encurvava a trajectória da Terra). A aceleração da Terra passaria de 0,00592 m/s^2 * para  0 m/s^2.

    É claro que os outros planetas, os planetas-anões, cometas e asteróides  também deixariam as suas órbitas e passariam a mover-ne na direcção tangencial às suas órbitas no momento em que o efeito da gravidade se deixasse de sentir sobre eles. Só que esse instante não é obviamente simultâneo. O primeiro a sentir a ausência de força gravitica do Sol seria Mercúrio. Por exemplo Júpiter, a uma distância média do Sol de 5,2 UA, deixaria de sentir os efeitos gravitacionais solares no instante t +43 minutos (se nesse momento se encontrasse à sua distância média do Sol). Saturno, a uma distância média do Sol de aprox 9,58 UA deixaria de orbitar o Sol (o “ex-Sol”, dizendo melhor) no instante  t +79,8 minutos.

    Se no Sistema Solar  apenas existissem a Terra e o Sol, o nosso planeta seguiria aproximadamente em linha recta***, à velocidade de aprox 30 km/s por alguns séculos (ou até milhares de anos) até acelerar à aproximação de uma estrela longínqua, com a qual poderia — com muita sorte — constituir um novo sistema “solar” viável (se a estrela fosse do tipo adequado e o raio orbital conveniente à vida). Mas a Terra não teria já vida humana. E a vida em geral estaria quase completamente extinta, salvo algumas (muito poucas) espécies  capazes de resistir a situações extremas. Ou então, a Terra poderia encurvar a trajectória (enquanto Júpiter a Saturno não se fossem embora) e continuar viagem, como planeta praticamente morto…

    Porém, o Sistema Solar é muito mais do que a Terra e o Sol. Por isso, a Terra, inicialmente “disparada” com uma velocidade de 30 km/s, tangencialmente à sua órbita, veria a sua trajectória logo encurvada pelos campos gravíticos de Júpiter e Saturno, principalmente. Dependendo do sentido (de “orientação”) da velocidade da Terra no instante t+500 s, a Terra poderia:

    a) encurvar a sua trajectória em resposta a essa solicitação gravitacional e sair do Sistema Solar (agora já sem Sol);

    b) ou poderia, remotamente, vir a ser uma lua de Júpiter, ou de Saturno, se a sua velocidade no instante t+500 s a fizesse, com a ajuda do encurvamento, vir a aproximar-se de um dos dois planetas gigantes;

    c) com um grande azar e muito remota probabilidade, a Terra poderia vir a chocar brutalmente com um dos dois gigantes gasosos (com Júpiter ou com Saturno).

    Além disso, as nossas hipóteses de sobrevivência (humana), mesmo sem a opção c) seriam quase nulas, pela perda de calor, pela falta de energia solar disponível (que muito dificilmente o nuclear suplantaria) e pela quebra de produção vegetal e animal.

    A breve prazo, provavelmente  de um ano ou pouco mais, e do ponto de vista humano, a Terra seria um planeta morto, quer como lua de um dos gigantes gasosos, ou  viajando no espaço como sonda espacial moribunda…

    NOTA

    * Aceleração da Terra, devida à translação na sua trajectória orbital curva em torno do Sol (enquanto percorre a órbita, obviamente), vale v^2/r , onde v é a velocidade da Terra na sua órbita e r é a distância da Terra ao Sol. Para efeitos práticos, v = 29 800 m/s e r = 1,5×10^11 m.

    *** Se o Sol e a Terra existissem isolados (sem mais nada), com o desaparecimento do Sol a trajectória da Terra seria mesmo rectilínea, com velocidade constante. Na verdade, a Terra continuaria sob o efeito do campo gravítico da Via Láctea, em especial do seu núcleo, e a trajectória seria ligeiramente encurvada.

    Nada de recomendável ou prometedor, portanto. (GA)

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  5. Asked: Janeiro 1, 2015In: Astrobiologia

    Porque é que até agora nunca vimos vida extraterrestre?

    Ricardo Teixeira
    Added an answer on Janeiro 1, 2015 at 7:22 pm

    Primeiro, o projecto para encontrar vida extraterrestre (SETI) é muito recente (final da década 50 e início da década 60 do século XX) e é muito limitado tendo em conta a extensão do Universo. Segundo, estamos ainda limitados nas viagens espaciais (o homem ainda apenas foi à Lua, apesar de já haverRead more

    Primeiro, o projecto para encontrar vida extraterrestre (SETI) é muito recente (final da década 50 e início da década 60 do século XX) e é muito limitado tendo em conta a extensão do Universo. Segundo, estamos ainda limitados nas viagens espaciais (o homem ainda apenas foi à Lua, apesar de já haver planos para ir a Marte), logo não podemos andar de planeta em planeta à procura de vestígios de vida.

    Quanto ao primeiro ponto, este apenas procura por vida inteligente. Mas mesmo assim não é todo o tipo de vida inteligente, é preciso que essa vida inteligente já esteja quase tão avançada ou mais do que nós. É preciso que já estejam em termos de ciência já na fase de exploração espacial ou mais avançada. Apesar de depender do ambiente que vivem, se forem similares a nós (esses seres extraterrestres inteligentes) são mais propícios à autodestruição do que às viagens intergalácticas.

    Quanto à idade do universo: olhando para nós, desde a origem da Terra até emitirmos sinais de rádio para fora do planeta passaram 4,55 mil milhões de anos que é aproximadamente o último terço de vida do Universo, logo o Universo não é assim tão velho.

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  6. Asked: Dezembro 30, 2014In: Astrobiologia

    É possivel transformar terraformar a Lua?

    João Clérigo
    Added an answer on Dezembro 30, 2014 at 7:28 pm

    Não sou um entendido na matéria, mas penso que algo não seria possível, devido à sua baixa massa, que impossibilita a contenção de uma atmosfera útil. Colonização, a história já é outra e uma possibilidade muito maior.

    Não sou um entendido na matéria, mas penso que algo não seria possível, devido à sua baixa massa, que impossibilita a contenção de uma atmosfera útil. Colonização, a história já é outra e uma possibilidade muito maior.

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  7. Asked: Dezembro 14, 2014In: Cosmologia

    Porque é que não ouvimos som no Espaço?

    Joao Calhau
    Added an answer on Dezembro 15, 2014 at 6:33 pm

    Existem dois tipos de onda: mecânica e eletromagnética. A luz é o exemplo mais bem conhecido de uma onda eletromagnética. O som é um bom exemplo de uma onda mecânica. Uma onda pode ser de um de três tipos: transversa (a vibração é feita perpendicularmente à direção do movimento — a luz, embora uma oRead more

    Existem dois tipos de onda: mecânica e eletromagnética. A luz é o exemplo mais bem conhecido de uma onda eletromagnética. O som é um bom exemplo de uma onda mecânica.

    Uma onda pode ser de um de três tipos:

    • transversa (a vibração é feita perpendicularmente à direção do movimento — a luz, embora uma onda eletromagnética, é um excelente exemplo de uma onda transversa),
    • longitudinal (a vibração é feita paralelamente à direção de propagação)  
    • de superfície (em que a onda viaja entre dois meios diferentes (como as ondas do mar)

    O som é uma onda mecânica longitudinal. Quer isto dizer que o som se propaga através da compressão e distensão de um meio de propagação (o ar, no caso da fala, embora possa ser igualmente transmitido por líquidos e sólidos). Como onda mecânica que é, requer um meio de propagação — precisa de partículas entre as quais a energia da onda possa ser transmitida. Isto significa que no espaço, onde o meio é extremamente rarefeito (existem menos de um átomo por metro cúbico de volume), não existe maneira de a energia se transmitir entre partículas. Não pode haver vibração e o som não se transmite. É por isso que não ouvimos som no espaço, pelo que se um dia encontrar um professor de física sádico que o meta a fazer um teste e lhe diga para calcular o tempo que demora a ouvir na Terra uma Explosão que tenha acontecido na Lua sabendo que a velocidade do som é de 340m/s, pode responder impossível e passar à frente 🙂

    Receio não ter compreendido o que queria dizer com o cosmos ser ensurdecedor. Poderia especificar?

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