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Gostaria de colimar o meu binoculo 15×70. Podem ajudar?
Caro Agnelo, Os procedimentos para colimar um binóculo não são muito adequados para para uma indicação por escrito. Vou tentar. A colimação geral (ou absoluta), válida para todas as distâncias interpupilares requer equipamento fora do alcance do amador. A colimação condicional (válida para uma só dRead more
Caro Agnelo,
Os procedimentos para colimar um binóculo não são muito adequados para para uma indicação por escrito. Vou tentar.
A colimação geral (ou absoluta), válida para todas as distâncias interpupilares requer equipamento fora do alcance do amador. A colimação condicional (válida para uma só distância interpupilar) está ao alcance do amador, embora só sirva se o binóculo for utilizado sempre pela mesma pessoa. Vejamos esta última colimação.
Com o binóculo bem fixado num tripé, foque um edifício afastado algumas centenas de metros. Preste atenção às linhas verticais e horizontais do edifício.
O cérebro é muito bom a comandar o alinhamento dos olhos, e tenta, em poucos segundos, compensar a descolimação das duas metades do binóculo. Portanto, não dê tempo para que essa tentativa de compensação se concretize. Para isso, feche os dois olhos, depois coloque os dois olhos em posição no binóculo. Abra-os e a primeira coisa que vir nos dois ou três segundos imediatos é a informação correcta. Pode repetir este teste várias vezes, aguardando alguns segundos de repouso com os olhos fechados (entre testes sucessivos). Veja se o desalinhamento entre as duas imagens é vertical (do género —__ ) ou se é horizontal, ou seja, do tipo
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Faça os ajustes só de um dos lados do binóculo (ou só na óptica da esquerda ou só na óptica da direita). Um dos parafusos ajusta a imagem na horizontal e o outro ajusta na vertical. Em cada teste corrija só metade do erro. Em geral não precisará de rodar os parafusos mais de 1/8 a 1/4 de volta. Rode muito pouco e veja o efeito obtido. Se o erro aumentar, rode no sentido oposto. Após cada ajuste repita o teste e vá retocando até ficar satisfeito com o resultado. Após quatro ou cinco ciclos estará muito melhor.
O cérebro (e os olhos) fazem muito menos esforço para compensar desalinhamentos horizontais do que para compensar os desalinhamentos verticais.
A sua intervenção é por sua conta e risco, fora da minha responsabilidade. Preocupe-se mais com os desalinhamentos verticais e procure minimizar os horizontais. Se reduzir o erro a 1/4 ou 1/5 do que tem agora já será uma boa melhoria.
Bom trabalho.
Guilherme de Almeida
See lessO movimento de uma turbina/hélice faria uma nave se movimentar no vácuo do espaço?
Agradeço a sua pergunta. Se a hélice (a ou turbina) apenas roda, sem ejeção de matéria, não haverá propulsão (aquilo a que no Brasil se chama "empuxo"). A hélice (ou a turbina) trabalharia em vão(NOTA 1), com um efeito suplementar: se só houver uma hélice (ou uma só uma turbina) na nave, a estruturaRead more
Agradeço a sua pergunta.
Se a hélice (a ou turbina) apenas roda, sem ejeção de matéria, não haverá propulsão (aquilo a que no Brasil se chama “empuxo”). A hélice (ou a turbina) trabalharia em vão(NOTA 1), com um efeito suplementar: se só houver uma hélice (ou uma só uma turbina) na nave, a estrutura da nave rodaria no sentido inverso da hélice, embora muito mais lentamente do que esta. A relação de velocidades angulares dependerá da relação entre o momento de inércia da nave e do sistema rotativo.
Esta tendência para a rotação do sistema que suporta o motor e a hélice não é exclusiva das naves espaciais: os aviões monomotores de hélice precisam de uma ligeira configuração de ailerons (nas asas), de um lado para cima e do outro lado para baixo, capaz de contrabalançar os efeitos desta rotação contrária; nos aviões bimotores, as hélices rodam em sentidos opostos; nos helicópteros de um só rotor, há uma pequena hélice na ponta da cauda para, pelo seu pequeno efeito propulsor, contrariar a rotação da fuselagem do helicóptero.
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(1). Este “trabalhar em vão”, ou seja, sem propulsão, deve-se ao facto de, na ausência de ar, ou de outro fluido envolvente, a hélice não poder empurrar o material envolvente; quando uma hélice se move dentro de um fluido (ar, água, por exemplo), ao rodar empurra esse fluido num dado sentido e, por reação, a hélice e a estrutura onde ela está montada (normalmente a fuselagem do veículo é, por reação, empurrada no sentido oposto. Não havendo um fluido envolvente, essa função propulsora não se pode realizar.
Guilherme de Almeida
See lessA relação entre energia e temperatura
Há de facto uma relação de equivalência: 1 eV = 11 604,519 K Justificação: Tal equivalência baseia-se na constante de Boltzmann kB=1,380 648 8 x10–23 J/K e no valor energético do electrão-volt (eV), que é a energia cinética comunicada a um electrão sujeito a uma diferença de potencial de 1 volt, ouRead more
Há de facto uma relação de equivalência:
1 eV = 11 604,519 K
Justificação:
Tal equivalência baseia-se na constante de Boltzmann kB=1,380 648 8 x10–23 J/K e no valor energético do electrão-volt (eV), que é a energia cinética comunicada a um electrão sujeito a uma diferença de potencial de 1 volt, ou seja:
1 eV=1,602 176 53×10–19 J. Ou seja serão 1,602 176 53×10–19 J por cada electrão-volt.
Dividindo 1 eV por kB, obtemos
1 eV/kB= 1,602 176 53 x10–19 J/eV /(1,380 648 8×10–23J/K) =
= 8,617 332 6 x10–5 (J/eV)/(J/K), isto é, simplificando as unidades, teremos
8,617 332 6 x10–5 eV/K.
Concluímos assim que 1 K = 8,617 332 6 x10–5 eV
ou seja, na relação inversa, 1 eV = 11 604,519 K.
(Simbologia das unidades utilizadas: J = joule; K = kelvin; V = volt; eV = electrão-volt).
Note-se que se trata de equivalências e não de reduções como habitualmente se faz (com unidades da mesma grandeza) ao converter polegadas para centímetros, quilómetros para metros ou, ainda, gramas para quilogramas. Aqui trata-se de unidades de grandezas diferentes (o electrão-volt é unidade de energia e o kelvin é unidade de temperatura absoluta).
No mesmo espírito de equivalência, utilizando a equação relativista E = mc2, se tem que
a massa do electrão (9,1×10–31 kg) equivale a 0,511 MeV (1 MeV = 106 eV) ;
ou ainda, considerando m = E/c2, teremos a equivalência 1 eV = 1,783×10–36 kg.
Nas três linhas acima, E designa energia, m indica massa e c é a velocidade da luz no vácuo, sendo c =299 792 458 m/s .
Espero ter correspondido ao pretendido.
Guilherme de Almeida
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