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  1. Asked: Janeiro 3, 2015In: Sistema Solar

    A que velocidade saem as poeiras do núcleo de um cometa?

    Joao Calhau
    Replied to answer on Fevereiro 23, 2015 at 7:14 pm

    Olá e peço desculpa ter demorado tanto a responder: tenho estado fora do País. Para lhe ser franco não tenho a certeza, mas penso que não terá variação assinalável de velocidade com a proximidade ao Sol. Contudo, confesso não ser a melhor pessoa para responder a isto, já que a minha área não é planeRead more

    Olá e peço desculpa ter demorado tanto a responder: tenho estado fora do País.

    Para lhe ser franco não tenho a certeza, mas penso que não terá variação assinalável de velocidade com a proximidade ao Sol. Contudo, confesso não ser a melhor pessoa para responder a isto, já que a minha área não é planetas.

    Tentarei encontrar a resposta à sua pergunta mas talvez não fosse má ideia colocar uma pergunta de seguimento no site. Assim aumenta a visibilidade, uma vez que o comentário não aparece na pagina principal…

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  2. Asked: Janeiro 3, 2015In: Sistema Solar

    A que velocidade saem as poeiras do núcleo de um cometa?

    Joao Calhau
    Added an answer on Janeiro 5, 2015 at 7:12 pm

    Costumamos comparar um cometa a uma "bola de neve suja".Com isto queremos dizer que é composto maioritariamente por gelo e poeiras, normalmente Água, Monóxido e Dióxido de Carbono e mais alguns componentes (Amoniaco, por exemplo). O núcleo de um cometa é relativamente pequeno (o Halley, talvez um doRead more

    Costumamos comparar um cometa a uma “bola de neve suja”.

    Com isto queremos dizer que é composto maioritariamente por gelo e poeiras, normalmente Água, Monóxido e Dióxido de Carbono e mais alguns componentes (Amoniaco, por exemplo). O núcleo de um cometa é relativamente pequeno (o Halley, talvez um dos cometas mais bem conhecidos e que nos visita uma vez em cerca de 75 anos, tem um nucleo de apenas 15 x 8km). À medida que os cometas vão passando perto do Sol nas suas viagens, aquecem e o gelo que os compõe sublima e escapa-se, pelo que os cometas estão sempre condenados a irem diminuindo até eventualmente desaparecerem. Esta sublimação começa quando o nucleo do cometa está a cerca de 3 Unidades Astronómicas (U.A.) do Sol.

    Quando chegamos a cerca de 1 U.A. do Sol, como disse, desenvolve-se a Coma, uma cápsula de gás que envolve o cometa e arrasta particulas deste com ela e que pode ter até 100 000km de diâmetro, se não estou em erro. Os gases e particulas arrastados pela coma escapam-se do cometa a velocidades de 0.6km/s (ou 2160km/h).

    Não temos a certeza de onde vêm os cometas, mas pensa-se que são originários da Nuvem de Oort, uma região esférica do Sistema Solar a cerca de 0.8 anos-luz do Sol (50 000 U.A.). Suspeita-se que sejam restos dos corpos primordiais que originalmente teriam sido usados para construir o Sistema Solar, particularmente os planetas gigantes como Júpiter e Saturno. O limite da Nuvem de Oort é considerada o fim do Sistema Solar. Dai para fora estamos no espaço sideral.

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  3. Asked: Dezembro 14, 2014In: Cosmologia

    Porque é que não ouvimos som no Espaço?

    Joao Calhau
    Replied to answer on Dezembro 17, 2014 at 6:34 pm

    Dada a informação retirada de espectros electromagnéticos, converte-se esses valores para sons audíveis e conseguimos, por exemplo, ouvir as trovoadas de Júpiter. Mas não se trata de som que nos tenha chegado desde lá. Isso é impossivel. Trata-se de "luz" transformada em som.

    Dada a informação retirada de espectros electromagnéticos, converte-se esses valores para sons audíveis e conseguimos, por exemplo, ouvir as trovoadas de Júpiter. Mas não se trata de som que nos tenha chegado desde lá. Isso é impossivel. Trata-se de “luz” transformada em som.

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  4. Asked: Dezembro 14, 2014In: Cosmologia

    Porque é que não ouvimos som no Espaço?

    Joao Calhau
    Added an answer on Dezembro 15, 2014 at 6:33 pm

    Existem dois tipos de onda: mecânica e eletromagnética. A luz é o exemplo mais bem conhecido de uma onda eletromagnética. O som é um bom exemplo de uma onda mecânica. Uma onda pode ser de um de três tipos: transversa (a vibração é feita perpendicularmente à direção do movimento — a luz, embora uma oRead more

    Existem dois tipos de onda: mecânica e eletromagnética. A luz é o exemplo mais bem conhecido de uma onda eletromagnética. O som é um bom exemplo de uma onda mecânica.

    Uma onda pode ser de um de três tipos:

    • transversa (a vibração é feita perpendicularmente à direção do movimento — a luz, embora uma onda eletromagnética, é um excelente exemplo de uma onda transversa),
    • longitudinal (a vibração é feita paralelamente à direção de propagação)  
    • de superfície (em que a onda viaja entre dois meios diferentes (como as ondas do mar)

    O som é uma onda mecânica longitudinal. Quer isto dizer que o som se propaga através da compressão e distensão de um meio de propagação (o ar, no caso da fala, embora possa ser igualmente transmitido por líquidos e sólidos). Como onda mecânica que é, requer um meio de propagação — precisa de partículas entre as quais a energia da onda possa ser transmitida. Isto significa que no espaço, onde o meio é extremamente rarefeito (existem menos de um átomo por metro cúbico de volume), não existe maneira de a energia se transmitir entre partículas. Não pode haver vibração e o som não se transmite. É por isso que não ouvimos som no espaço, pelo que se um dia encontrar um professor de física sádico que o meta a fazer um teste e lhe diga para calcular o tempo que demora a ouvir na Terra uma Explosão que tenha acontecido na Lua sabendo que a velocidade do som é de 340m/s, pode responder impossível e passar à frente 🙂

    Receio não ter compreendido o que queria dizer com o cosmos ser ensurdecedor. Poderia especificar?

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  5. Asked: Agosto 1, 2014In: Cosmologia

    O que existe para além do limite do Universo?

    Joao Calhau
    Added an answer on Agosto 1, 2014 at 10:42 pm

    Esta é uma pergunta tão "grande" que eu nem sei por onde lhe pegar! Mas vou tentar :-) A teoria mais aceite entre a comunidade é de que o Universo terá começado com uma explosão de energia a partir de um ponto infinitamente pequeno e concentrado a que chamamos "singularidade" Este terá sido o Big-BaRead more

    Esta é uma pergunta tão “grande” que eu nem sei por onde lhe pegar! Mas vou tentar 🙂

    A teoria mais aceite entre a comunidade é de que o Universo terá começado com uma explosão de energia a partir de um ponto infinitamente pequeno e concentrado a que chamamos “singularidade” Este terá sido o Big-Bang e terá acontecido há cerca de 13,5 mil milhões de anos. Não sabemos “de onde” veio essa energia. Só podemos descobrir o que aconteceu depois.

    Há medida que o Universo se expande, arrefece. Formaram-se os átomos que eventualmente se aglomeraram para formar moléculas e matéria mais “pesada” que acabaria por dar origem às estrelas e estruturas maiores como sejam as galáxias. Hoje, pensa-se que estas se terão formado quando a matéria normal foi arrastada pelo colapso gravitacional de grandes quantidades de matéria escura a que chamamos Halos de Matéria Escura.

    Actualmente, o Universo está em expansão acelerada e é previsível que assim continue. Desta forma, o “nosso” futuro será a expansão contínua até as estrelas deixarem de ter combustível para queimar ou para se formar e o Universo “apagar as luzes”. Se a taxa de expanção aumentar, poderemos ainda ter uma expansão tão desenfreada que até o espaço entre estrelas aumenta de forma assinalável e o Universo “rasga-se” aos bocadinhos (Big Rip). Ou então talvez a energia escura diminua os seus efeitos e a gravidade se volte a impor. Então teremos um efeito contrário ao do Bi-Bang em que o Universo colapsará sobre si próprio numa nova singularidade (Big Crunch). Mas o mais provável, pelo que sabemos, é que a expansão continue.

    Posto tudo isto, o que há para lá do Universo? A resposta mais simples, e também a mais honesta é: Não sabemos.

    Talvez haja um Super Universo” do qual o nosso não seja mais do que uma pequena parte e onde possa existi outros Universos-ilha num espaço infinito onde se possam expandir sem limites.

    Ou talvez o próprio espaço esteja a ser criado à medida que o Universo se expande. Talvez o Universo se enquadre num espaço de dimensões superiores às nossas, o que faz com que não o possamos detectar.

    Talvez o nosso Universo não seja mais que o interior de um Buraco Negro num outro Universo e talvez cada novo buraco negro traga um universo dentro de si.

    As ideias são muitas, cada uma mais cativante que a outra mas, infelizmente, a resposta parece ser mesmo “não sabemos”.

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