Lendo alguns livros sobre cosmologia, aprendi que Hubble observando o universo longinquo, e depois através do telescópio Hubble, se deduziu que, no universo, quanto mais distante se encontram as galáxias mais rápidas elas se afastam.
Hora! Se observo um objeto que está tão distante, que a sua luz que nos chega tem origem nos primórdios do universo, não é de se supor que essa velocidade representa uma velocidade passada? Portanto, nos permite afirmar que não é essa a expansão atual do universo?
Essa é uma questão curiosa. Para fazermos contas sobre a expansão do Universo estamos naturalmente a assumir que a velocidade da luz obedece a um dos grandes pilares da teoria da relatividade. Que é constante.
De facto, se a velocidade da luz variar no espaço ou no tempo, as conclusões poderiam ser diferentes, mas de momento há fortes constrangimentos observacionis e experimentais para a variação da luz (ou da constante de estrutura fina) no passado. A expansão do Universo ainda é a interpretação mais simples para explicar os dados cosmológicos e que ao mesmo tempo tem feito previsões sobre física de partículas que se verificaram correctas.