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O que serão aquelas luzes em Ceres?
Uma hipótese provável é que seja um albedo diferenciado localmente. De momento ainda ninguém sabe a causa concreta.Sucede algo semelhante com a nossa Lua. No disco lunar, a cratera de Aristarco constitui o ponto mais brilhante, evidenciando-se na fase de lua-cheia. Com um telescópio, escolhendo umRead more
Uma hipótese provável é que seja um albedo diferenciado localmente. De momento ainda ninguém sabe a causa concreta.
Sucede algo semelhante com a nossa Lua. No disco lunar, a cratera de Aristarco constitui o ponto mais brilhante, evidenciando-se na fase de lua-cheia. Com um telescópio, escolhendo uma amplificação que dê para observar todo o disco lunar em simultâneo (cerca de 90x), o efeito é considerável: aquele ponto brilha muito mais do que as regiões em volta e quase parece uma luz acesa!
Aristarco /Aristarchus encontra-se no hemisfério lunar norte. A sua localização em relação ao disco lunar pode ver-se aqui:
http://astrobob.areavoices.com/files/2010/08/Moon13d_Frank-Barrett-1024×1024.jpg (Lua: imagem direita)
O brilho da cratera de Aristarco evidencia-se ainda mais de tempos a tempos e existem debates e controvérsias sobre este fenómeno curioso. Como não podia deixar de ser, até a “teoria da conspiração” já o abraçou…
Quando só uma pequena fracção do disco lunar está iluminada (incluindo a região de Aristarco), esta região não se destaca de forma tão óbvia. Isto sugere uma região com propriedades reflectoras diferentes das partes circundantes. O efeito só é evidente quando os raios solares incidem quase verticalmente na região, e desaparece sob incidências quase rasantes.
http://en.wikipedia.org/wiki/Aristarchus_%28crater%29
A verdadeira explicação do fenómeno em Ceres só será conhecida mais tarde, quando houver novos dados.
GA
See lessO perigo das explosões solares
As explosões solares não são perigosas para nós desde que estejamos no planeta Terra. Estas explosões provocam a emissão de partículas de alta energia e radiação que são, é verdade, perigosas para nós e para a vida em geral. Contudo, aqui na Terra estamos protegidos desses perigos pelo campo magnétiRead more
As explosões solares não são perigosas para nós desde que estejamos no planeta Terra.
Estas explosões provocam a emissão de partículas de alta energia e radiação que são, é verdade, perigosas para nós e para a vida em geral. Contudo, aqui na Terra estamos protegidos desses perigos pelo campo magnético do nosso planeta e pela atmosfera. As emissões mais perigosas são partículas carregadas (protões e fotões de raios-X).
Os raios-X são parados pela alta atmosfera, não chegando nem perto da superfície do planeta. Contudo, causam perturbações na ionosfera o que pode dificultar algumas das nossas comunicações por radio. Em conjunto com a radiação ultravioleta, também causa o aquecimento da atmosfera. Um corpo aquecido tende a expandir-se pelo que isto tem o interessante efeito de aumentar o atrito que os satélites em orbitas baixas sofrem, o que pode fazer com que eles caiam mais depressa. Alem disso, podem ainda interferir com os sistemas de GPS.
Quanto às partículas carregadas, essas raramente atingem a Terra. Mas, quando o fazem, são, na sua maioria, capturadas pelo campo magnético da Terra (causando as auroras). As poucas (muito poucas, mesmo) que se escapam e atingem a superfície não são suficientes para alterar a quantidade de radiação que recebemos de dia para dia, pelo que não têm efeito na nossa saúde.
As mais fortes explosões solares ocorrem durante ejecções de massa coronal do Sol. Se estivermos “bem” alinhados, levamos com as partículas carregadas e radiação resultante dessas explosões e ai pode dar-se o que se chama de tempestade geomagnética. Estas tempestades podem estragar os nossos satélites, interferindo com os sistemas electrónicos, ou representar algum perigo para astronautas desprotegidos numa missão espacial. Mas monitorizando as ejecções de massa do Sol, podemos prever essas tempestades e avisar os astronautas, que se refugiam na ISS.
Quando estas tempestades se dão, as auroras podem aumentar bastante, sendo vistas em locais onde tal não acontece normalmente, a latitudes mais baixas.
Por isto já está a ver que quando se fala no perigo das radiações solares, estamos a referirmos mais ao impacto no nosso estilo de vida e na nossa tecnologia.
Se estiver interessado, poderá seguir este link (em inglês), para mais informações.
See lessAs misteriosas plumas marcianas. O que são?
As plumas marcianas foram detectadas pela primeira vez em 2012 por, penso eu, astrónomos amadores em pelo menos duas ocasiões diferentes, tendo durado cerca de 10 dias em cada ocasião. O que é anormal neste caso, é que as plumas subiram até 250km de altura. A atmosfera a essa altitude já é muito rarRead more
As plumas marcianas foram detectadas pela primeira vez em 2012 por, penso eu, astrónomos amadores em pelo menos duas ocasiões diferentes, tendo durado cerca de 10 dias em cada ocasião.
O que é anormal neste caso, é que as plumas subiram até 250km de altura. A atmosfera a essa altitude já é muito rarefeita – estamos na divisória entre o “ar” e o espaço exterior, pelo que não se espera que estas “névoas” apareçam ai.
Para lhe ser franco, não se sabe do que são compostas estas plumas mas há duas explicações que são tidas como as mais prováveis:
Mas a verdade é que não temos ainda uma ideia certa do que serão. Espera-se que futuras observações e missões ajudem a levantar o véu de mistério destas estruturas.
Pode ler mais sobre o assunto aqui (em inglês) e aqui (em português).
See lessBibliografia sobre o impacto político da chegada do Homem a Lua
Olá, Vera, Bibliografia, no sentido formal, não será fácil de encontrar. Mas há aqui informação interessante: http://www.jsc.nasa.gov/history/flag/flag.htm http://www.space.com/11774-jfk-speech-moon-exploration-kennedy-congress-50years.html http://history.nasa.gov/Apollomon/Apollo.html http://theapoRead more
Olá, Vera,
Bibliografia, no sentido formal, não será fácil de encontrar. Mas há aqui informação interessante:
http://www.jsc.nasa.gov/history/flag/flag.htm
http://www.space.com/11774-jfk-speech-moon-exploration-kennedy-congress-50years.html
http://history.nasa.gov/Apollomon/Apollo.html
http://theapollo11.weebly.com/political-impact.html (inclui acesso ao ficheiro audio do discurso de John F, Kennedy)
http://en.wikipedia.org/wiki/Moon_landing
E aqui algo mais formal (o link é longo, mas clica-se directamente ou cola-se na janela do motor de busca):
https://books.google.pt/books?id=agcAAAAAMBAJ&pg=PA2&lpg=PA2&dq=political+impact+of+man+on+the+moon&source=bl&ots=KUjoIfBtPr&sig=MHe3HynZSr2RhmH03uKp-Q24A1A&hl=pt-PT&sa=X&ei=C9bCVKeIJ8WAUa6SgJAG&ved=0CG0Q6AEwCQ#v=onepage&q=political%20impact%20of%20man%20on%20the%20moon&f=false
See lessPorque aparecem aqui tão poucas perguntas?
Exatamente. Por isso mesmo, continuo a surpreender-me pelas poucas perguntas que aparecem. Era suposto, um espaço como este ter muito mais perguntas.
Exatamente. Por isso mesmo, continuo a surpreender-me pelas poucas perguntas que aparecem. Era suposto, um espaço como este ter muito mais perguntas.
See lessA que velocidade saem as poeiras do núcleo de um cometa?
Belo comentário, João. Já lá adicionei o meu voto. (G.Almeida)
Belo comentário, João. Já lá adicionei o meu voto. (G.Almeida)
See lessSe quase por “magia” o Sol desaparecesse de forma instantânea, que efeitos teria na Terra?
Boa pergunta. A luz demora aproximadamente 500 s para se propagar do Sol à Terra e este intervalo de tempo é, em Astronomia, conhecido como "Equação da Luz". A gravidade propaga-se à velocidade da luz, que no vácuo vale precisamente 299 792 458 m/s. Muitas vezes arredonda-se este número para 300 000Read more
Boa pergunta.
A luz demora aproximadamente 500 s para se propagar do Sol à Terra e este intervalo de tempo é, em Astronomia, conhecido como “Equação da Luz”. A gravidade propaga-se à velocidade da luz, que no vácuo vale precisamente 299 792 458 m/s. Muitas vezes arredonda-se este número para 300 000 km/s.
Para efeitos práticos, do ponto de vista da propagação da luz, podemos considerar que entre o Sol e a Terra temos vácuo como meio de propagação da luz.
Se o Sol desaparecesse por “artes mágicas”, supondo-se esse desaparecimento instantâneo no instante ” t ” (cronometrado no Sol), os efeitos da luz solar na Terra e o desaparecimento do campo gravítico solar sobre a Terra far-se-iam sentir no instante t + 500 s. No instante t +500 s veríamos o Sol a apagar-se e a Terra passava a mover-se tangencialmente à sua órbita, com a velocidade que tivesse no instante t+500 s. Com pouca variação, essa velocidade vale cerca de 30 km/s, ou, em média, 29,8 km/s. Esse momento deveria originar uma pequena oscilação (com possíveis cataclismos), pela aceleração que implica (desaparecimento súbito de uma força que encurvava a trajectória da Terra). A aceleração da Terra passaria de 0,00592 m/s^2 * para 0 m/s^2.
É claro que os outros planetas, os planetas-anões, cometas e asteróides também deixariam as suas órbitas e passariam a mover-ne na direcção tangencial às suas órbitas no momento em que o efeito da gravidade se deixasse de sentir sobre eles. Só que esse instante não é obviamente simultâneo. O primeiro a sentir a ausência de força gravitica do Sol seria Mercúrio. Por exemplo Júpiter, a uma distância média do Sol de 5,2 UA, deixaria de sentir os efeitos gravitacionais solares no instante t +43 minutos (se nesse momento se encontrasse à sua distância média do Sol). Saturno, a uma distância média do Sol de aprox 9,58 UA deixaria de orbitar o Sol (o “ex-Sol”, dizendo melhor) no instante t +79,8 minutos.
Se no Sistema Solar apenas existissem a Terra e o Sol, o nosso planeta seguiria aproximadamente em linha recta***, à velocidade de aprox 30 km/s por alguns séculos (ou até milhares de anos) até acelerar à aproximação de uma estrela longínqua, com a qual poderia — com muita sorte — constituir um novo sistema “solar” viável (se a estrela fosse do tipo adequado e o raio orbital conveniente à vida). Mas a Terra não teria já vida humana. E a vida em geral estaria quase completamente extinta, salvo algumas (muito poucas) espécies capazes de resistir a situações extremas. Ou então, a Terra poderia encurvar a trajectória (enquanto Júpiter a Saturno não se fossem embora) e continuar viagem, como planeta praticamente morto…
Porém, o Sistema Solar é muito mais do que a Terra e o Sol. Por isso, a Terra, inicialmente “disparada” com uma velocidade de 30 km/s, tangencialmente à sua órbita, veria a sua trajectória logo encurvada pelos campos gravíticos de Júpiter e Saturno, principalmente. Dependendo do sentido (de “orientação”) da velocidade da Terra no instante t+500 s, a Terra poderia:
a) encurvar a sua trajectória em resposta a essa solicitação gravitacional e sair do Sistema Solar (agora já sem Sol);
b) ou poderia, remotamente, vir a ser uma lua de Júpiter, ou de Saturno, se a sua velocidade no instante t+500 s a fizesse, com a ajuda do encurvamento, vir a aproximar-se de um dos dois planetas gigantes;
c) com um grande azar e muito remota probabilidade, a Terra poderia vir a chocar brutalmente com um dos dois gigantes gasosos (com Júpiter ou com Saturno).
Além disso, as nossas hipóteses de sobrevivência (humana), mesmo sem a opção c) seriam quase nulas, pela perda de calor, pela falta de energia solar disponível (que muito dificilmente o nuclear suplantaria) e pela quebra de produção vegetal e animal.
A breve prazo, provavelmente de um ano ou pouco mais, e do ponto de vista humano, a Terra seria um planeta morto, quer como lua de um dos gigantes gasosos, ou viajando no espaço como sonda espacial moribunda…
NOTA
* Aceleração da Terra, devida à translação na sua trajectória orbital curva em torno do Sol (enquanto percorre a órbita, obviamente), vale v^2/r , onde v é a velocidade da Terra na sua órbita e r é a distância da Terra ao Sol. Para efeitos práticos, v = 29 800 m/s e r = 1,5×10^11 m.
*** Se o Sol e a Terra existissem isolados (sem mais nada), com o desaparecimento do Sol a trajectória da Terra seria mesmo rectilínea, com velocidade constante. Na verdade, a Terra continuaria sob o efeito do campo gravítico da Via Láctea, em especial do seu núcleo, e a trajectória seria ligeiramente encurvada.
Nada de recomendável ou prometedor, portanto. (GA)
See lessPorque é que até agora nunca vimos vida extraterrestre?
Além das correctas razões já invocadas por Ricardo Teixeira é ainda de notar que: 1) O tempo de vida de uma civilização inteligente pode não ser tão longo quanto parece. Uma civilização inteligente e avançada pode auto-exterminar-se por guerras internas de longo alcance e poder, ou ser destruída porRead more
Além das correctas razões já invocadas por Ricardo Teixeira é ainda de notar que:
1) O tempo de vida de uma civilização inteligente pode não ser tão longo quanto parece. Uma civilização inteligente e avançada pode auto-exterminar-se por guerras internas de longo alcance e poder, ou ser destruída por agentes fora do controlo (doenças, cataclismos). Ou ainda por envenenamento gradual e progressivo do seu ambiente.
2) O contacto entre civilizações pressupõe três critérios muito importantes:
a) duração temporal das civilizações;
b) relativa proximidade entre elas;
c) forma de comunicação.
EXPLORAÇÃO DO CRITÉRIO “a”
De acordo com o critério “a”, pode haver civilizações que ainda não atingiram o patamar de comunicação e se calhar já não estaremos cá (a civilização terrestre) quando essas outras desabrocharem. Um desencontro temporal
Pode também acontecer que nós, que já atingimos um patamar comunicacional, queiramos comunicar com um planeta onde já houve vida, mas agora estão todos exterminados, pela razão 1). Mais outro desencontro temporal.
Os dois parágrafos anteriores implicam que haja simultaneidade entre a capacidade comunicacional das civilizações, ou pelo menos uma boa sobreposição temporal entre as duas civilizações candidatas ao contacto. Por isso, cada uma das civilizações tem de durar muito, o que ainda é agravado pelo tempo de viagem dos sinais electromagnéticos pretendidos para a comunicação.
Por exemplo, foi enviado um sinal para o enxame globular M13, em Hércules, há poucas décadas. Mas esse enxame está a 24 000 anos-luz. Se alguém lá viver, num planeta em torno de uma dessas estrelas, só receberá o sinal daqui por quase 24 000 anos (se calhar já morreram todos) e, mesmo que respondam, só daqui a 48 000 anos teremos a resposta. Saberemos interpretar a resposta? Ainda haverá homens sobre a Terra daqui a 48 000 anos? Teremos sorte suficiente para que não apareça uma doença devastadora e mortal à escala do planeta Terra? Teremos a sorte de não aparecer um cataclismo colossal? Teremos nós, nos próximos 48 000 anos juízo suficiente para não nos matarmos uns aos outros ou destruirmos a vida na Terra por poluição incontrolável?
(Nota: o separador de milhares é um espaço e não um ponto, por isso mesmo escrevi 24 000 e não “24.000”)
EXPLORAÇÃO DO CRITÉRIO “b”
De acordo com o critério “b”, a comunicação só é viável, digamos num raio relativamente pequeno a contar da Terra. Quem esperará por nós milhões de anos? Numa primeira aproximação deveremos limitar os contactos à nossa galáxia, a Via Láctea. E mesmo assim, não é de esperar muito de candidatos a mais de 50 000 anos-luz de nós… Isso deixa de fora muitos candidatos, certamente. Para além das restrições mencionadas em a).
Por outro lado “ir lá” está fora das nossas possibilidades”. Eles virem cá, sendo nós uma pequeníssima parte do universo que eles observam, é quase encontrar agulha em palheiro. Seguindo o critério “a” podem passar cá daqui a um milhão de anos e provavelmente não estaremos cá, deixando as nossas ruínas quase impossíveis de detectar; ou eles terem cá passado no tempo das trilobites e concluindo que “estamos” muito atrasados para valer a pena… Neste caso, muitos milhares ou iões passarão até que passem por cá outra vez.
EXPLORAÇÃO DO CRITÉRIO “c”
De acordo com o critério “c”, será que estamos a comunicar no canal certo, usando a linguagem certa? Conseguiremos que nos entendam e conseguiremos entender o que recebemos? Estaremos a usar o mesmo tipo de forma de comunicação? É certo que há razões para querer comunicar por ondas electromagnéticas, portadoras de informação que mostre claramente origem inteligente, de modo que os nossos sinais não pareçam aleatórios ou de origem natural. E será que o nosso conceito de informação inteligente coincide com o dos nossos possíveis interlocutores? Não nos arriscamos a que o nosso sinal, para nós “transbordante de inteligência incontornável”, seja interpretado como banal? Ou primitivo?
See lessÉ possivel transformar terraformar a Lua?
Bom, as coisas não são assim tão directas. Por exemplo, o facto de se dizer que a "atmosfera" lunar tem 23% de hidrogénio e que a atmosfera terrestre tem 21% de oxigénio pode levar, se estivermos distraídos, a pensar que a "atmosfera" lunar tem uma quantidade de hidrogénio (23%) quase igual à quantiRead more
Bom, as coisas não são assim tão directas.
Por exemplo, o facto de se dizer que a “atmosfera” lunar tem 23% de hidrogénio e que a atmosfera terrestre tem 21% de oxigénio pode levar, se estivermos distraídos, a pensar que a “atmosfera” lunar tem uma quantidade de hidrogénio (23%) quase igual à quantidade de oxigénio da Terra (21%).
Ora, a “atmosfera” da Lua tem uma massa por unidade de volume (junto à sua superfície ) de menos de
1/100 000 000 000 000 da massa de igual volume de atmosfera terrestre.
Ou seja, por outras palavras mais convincentes, 1 metro cúbico de “atmosfera lunar”, junto à superfície de Lua tem menos de 1/10^14 do número de moléculas existentes em igual volume de atmosfera terrestre ao nível do mar. Por isso os 21% e 23% atrás referidos reportam-se a realidades muito diferentes. Foi por isso que atrás escrevi “atmosfera” da Lua. O que lá está é uma “atmosfera residual”, eventualmente alimentada, de forma muitíssimo escassa, por evaporação/libertação de gases a partir dos materiais do solo lunar
A expectativa de produzir oginénio por queima de uma infinitésima porção de hidrogénio seria ineficaz, para dizer o mínimo. E de onde viria o oxigénio necessário a essa queima?
Mesmo que tudo o mais fosse possível e de ser verdade, e não é, a gravidade lunar não é capaz de reter uma atmosfera, pelo simples facto de a velocidade de escape na Lua ser muito inferior à que que se verifica na nossa Terra (2,4 km/s na Lua e 11,2 km/s na Terra). Assim sendo mesmo que por artes magicas se criasse uma atmosfera na Lua ela (essa atmosfera) ia-se embora rapidamente. De facto, a velocidade média de uma molécula de oxigénio, numa atmosfera aquecida pelo Sol, excede facilmente aquele valor de 2,4 km/s. Adeus atmosfera selenita (do grego Selene=Lua).
A “coisa” só seria possível contendo uma pequena atmosfera dentro de um espaço fechado, provavelmente em cúpulas montadas na superfície lunar. E esse ar teria de ser levado inicialmente da Terra e depois mantido, controlado e reciclado com auxílio de plantações dentro dessas estações montadas na superficie lunar. Mas sair cá para fora e caminhar alegremente na vertente da orla de uma cratera, a respirar ar lunar, fresco e primaveril, isso não…
Mais informação em http://en.wikipedia.org/wiki/Atmosphere_of_the_Moon
GA
See lessPorque razão os planetas gasosos têm maior velocidade de rotação do que os restantes?
Começando por Vénus (e Neptuno), o movimento de rotação em sentido oposto aos restantes deve-se provavelmente a uma colisão no passado, com um corpo de massa considerável, colisão tão violenta que fez inverter o seu sentido de rotação. Quando um corpo roda e o forçamos a tombar o seu eixo de rotaçãRead more
Começando por Vénus (e Neptuno), o movimento de rotação em sentido oposto aos restantes deve-se provavelmente a uma colisão no passado, com um corpo de massa considerável, colisão tão violenta que fez inverter o seu sentido de rotação. Quando um corpo roda e o forçamos a tombar o seu eixo de rotação mais de 90º, podemos ver que o sentido de rotação se inverte. Quem me está a ler, faça rodar lentamente uma tijela e tombe o seu eixo, enquanto roda. Com esta experiência, fica claro.
Quanto à maior velocidade angular dos planetas gasosos, veja-se que estes têm grande massa. Formaram-se, portanto, a partir de partes de maior massa e maior extensão (do que no caso dos planetas como a Terra) expelidas da nuvem protossolar (nuvem primordial que origiou o Sol, os planetas e outros corpos deste sistema).
Na agregação gravitacional (por acreção), o seu momento angular aumentou mais (em obediência à lei da conservação do momento angular) do que nos corpos que se formaram a partir de parcelas de matéria de menor massa e menor dimensão.
Na contração de um sistema em rotação, originada por forças interiores, o momento angular* mantêm-se constante, e logo uma redução de diâmetro tem de ir acompanhada por um aumento de velocidade angular de rotação [pense-se na bailarina, quando (a rodar) aproxima os braços do eixo do seu corpo]: a sua velocidade angular aumenta (menor período de rotação). Outra razão tem a ver com o facto destes planetas, por terem massas enormes terem colectado muito mais matéria à sua volta, que já possuía momento angular proveniente da nuvem primordial. A aproximação e colisão dessa chuva imensa de matéria, que levou à acreção de mais matéria ainda, aportou mais momento angular a esses planetas gigantes gasosos. É compreensível que num “campeonato de acreção”, ganhem os corpos de maior massa inicial…
* Para quem estiver menos familarizado com o conceito de momento angular (L), pode dizer-se que este mede “a quantidade de movimento em rotação”. Para uma partícula de massa m, à distância r do eixo de rotação, girando circularmente em torno do eixo de rotação com velocidade v, o seu momento angular L valerá, em relação a esse eixo:
L = m v r
Para uma esfera de massa M e raio R, a girar com velocidade angular w, será L =I w , com I (momento de inércia) a valer I = (2/5^) M R^2 . Portanto, para a esfera, L = [(2/5) M R^2] w .
No Sistema Internacional de Unidades (SI), o momento angular mede-se em kg.m^2.s^-1
(NOTA_–escrevo aqui “w” , e não o ómega minúsculo que devia ser, por este carácter não estar disponível nas ferramentas aqui presentes)
GA
https://galmeida50.wixsite.com/artigosediversos
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